
Avenida Paulista, que chegou a ser bloqueada nos dois sentidos, foi liberada. Companhia de Engenharia de Tráfego diz que há 21 km de filas no Centro.
A manifestação dos professores da rede de ensino público na tarde desta sexta-feira (20) chegou por volta das 17h50 à Praça da República. Mais cedo, o protesto complicou o trânsito na região da Avenida Paulista, que já teve o tráfego liberado. O reflexo da lentidão chegou até à Avenida Eusébio Matoso e também podia ser notado nas avenidas Doutor Arnaldo e Rebouças. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o trecho entre a Praça da República e a Rua Marques de Itu estava bloqueado por volta das 17h50. Os motoristas deveriam fazer o desvio pela Rua Amaral Gurgel. Às 18h01, o índice de lentidão em toda a capital paulista era de 166 km. No horário, a Polícia Militar informou que cerca de 5 mil pessoas participavam da manifestação. Já a assessoria da Apeoesp disse que 60 mil estavam na caminhada. Por volta das 14h, a categoria realizou uma assembléia no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp). Durante a reunião, os professores decidiram pela continuidade da greve, decretada na sexta-feira (13). Os professores querem que o governador José Serra (PSDB) revogue o decreto 53.037/08 que altera remoções, substituições e contratações temporárias da categoria. Além disso, os professores pleiteiam a incorporação das gratificações aos salários e que o piso seja reajustado com base em índice calculado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que prevê um salário mínimo de R$ 2.000. Na quinta-feira (19), o governo de São Paulo anunciou reajuste de até 12,2% no salário-base dos profissionais da rede estadual de ensino. O piso mínimo do professor que dá aula da 1ª a 4ª série, em jornada de 40 horas semanais, passa de R$ 1.166,83 para R$ 1.309,17 (12,2%). Para professores da 5ª a 8ª série e do ensino médio que trabalhem 40 horas por semana, o salário vai de R$ 1.350,75 para R$ 1.501,50 (11%). A remuneração dos professores estaduais inclui o salário-base e gratificações. Com o aumento, o governo calcula gastar mais R$ 670 milhões por ano.
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