
Seguranças tiveram de fechar duas das três portas da estação.
Para passageira que teve de caminhar por trilhos, situação é "humilhante".
Passageiros que não conseguiram entrar nos trens na Estação Brás da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) na manhã desta quarta-feira (21) e outros que tiveram de chegar ao local andando pela linha férrea começaram a protestar em frente à estação, reclamando do problema.
Uma composição quebrou por volta das 8h10 entre as estações Brás e Tatuapé e centenas de usuários precisaram caminhar pelos trilhos para concluir a viagem. Alguns, revoltados, chegaram a apedrejar os vagões. A circulação no trecho, que compõe a Linha 11, foi interrompida às 9h30. Segundo a CPTM, a retomada ocorreu às 10h35, com intervalo de 20 minutos entre os trens - bem mais longo que o usual, que varia de
Para conter o tumulto, os seguranças da estação fecharam duas das três portas que dão acesso ao local. Os passageiros chegaram a chutar as portas e gritaram palavrões para reclamar do problema. “Nós viemos andando pelos trilhos, tinha até mulher grávida e deficiente físico, que tiveram de andar várias estações”, gritava a vendedora Valdinéia Aparecida da Luz, de 28 anos. Ela contou ter andado da Estação Penha até o Tatuapé, na Zona Leste, onde conseguiu pegar o Metrô para o Brás, na região central.
A vendedora disse ter chegado à Estação Calmon Viana às 5h30. Esperava chegar ao Brás por volta das 7h30. No entanto, só conseguiu chegar ao local por volta das 10h30. “Quase todo dia é esse problema. Temos de dar explicação ao patrão por causa dos defeitos do trem.”
A cozinheira Dora Souza, de 50 anos, também teve de caminhar pela linha, desde o Terminal Aricanduva até o Tatuapé, onde conseguiu pegar o Metrô. Ela saiu de São Miguel, na Zona Leste às 7h e tinha começar a trabalhar às 8h. “Sou responsável por fazer o almoço das pessoas da igreja. Agora vai atrasar o almoço de todo mundo.” Ela contou ter caminhado por cerca de uma hora na linha do trem. “Isso é humilhante. Você paga e acaba se prejudicando, se cansando. E ainda tenho de trabalhar o dia inteiro.”
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