
Tripulantes foram libertados na útlima sexta (11), após pagamento de um resgate.
Veleiro, que não tinha passageiros, foi capturado por piratas na Somália no dia 4 de abril.
Os reféns do veleiro de luxo Ponant, que ficaram em poder de piratas somalis durante uma semana, voltaram nesta segunda-feira (14) à França três dias após terem sido libertados.
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, esteve no aeroporto de Orly, em Paris, para dar as boas-vindas aos seqüestrados junto a seus familiares.
Vinte e dois dos reféns eram de nacionalidade francesa. O restante da tripulação do veleiro era formada por seis filipinos, uma ucraniana e um camaronês.
Os ex-reféns chegaram a Paris em um avião oficial francês que os tinha recolhido horas antes na base militar da França em Djibuti, no norte da África.
o veleiro, Patrick Marchesseau, disse que o grupo seqüestrado lembrou da franco-colombiana Ingrid Betancourt, refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) há mais de seis anos, e manifestou esperar que ela seja liberada em breve.
Ao lado de seus ministros da Defesa, Hervé Morin, e de Transportes, Dominique Bussereau, Sarkozy cumprimentou os ex-reféns e os militares que os levaram de volta à França.
O Ponant, que não tinha passageiros a bordo, foi capturado por piratas no Golfo de Áden no dia 4 de abril e, dois dias depois, ancorou na cidade somali de Garaad seguido por navios da Marinha francesa, que tinham o sinal verde do Governo local para entrar em suas águas territoriais.
Na última sexta-feira, os tripulantes foram libertados após o pagamento de um resgate pelo armador do veleiro.
Posteriormente, militares franceses localizaram em terra seis dos piratas e recuperaram uma parte do valor de resgate, que era de mais de US$ 2 milhões no total.
Enquanto os tripulantes aterrissavam em Orly por volta das 14h30 (de Brasília), a Procuradoria de Paris anunciou a abertura de uma investigação preliminar por desvio de embarcação, seqüestro, e formação de quadrilha, e indicou que os autores destes crimes estão sujeitos à prisão perpétua.Segundo o ministro de Assuntos Exteriores francês, Bernard Kouchner, o país quer julgar os seis piratas em seu território e ainda aguardava a aprovação da Somália hoje à tarde.Os piratas estão detidos, por enquanto, em uma embarcação da Marinha francesa localizada na região do litoral somali.
O capitão do Ponant relatou que entre 20 e 30 piratas armados com fuzis Kalashnikov participaram da abordagem ao veleiro, os quais a tripulação tentou sem sucesso afastar com jatos de água.
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